Entenda
os diferenciais desse tratamento, que já vem sendo referendado por estudos científicos.
Um tema
que nem sempre é levado muito em consideração quando falamos em crianças é a enxaqueca. Ela é uma
doença de diagnóstico difícil, depende muito da observação dos pais e não
existem exames complementares para diagnóstico. O que mais dificulta a
descoberta do problema é o mito que "criança não sofre de dor de cabeça", que precisa
ser eliminado.
Na
maioria dos casos, o questionário das características das cefaleias, a
observação cuidadosa da criança e um exame neurológico completo são suficientes
para o médico fazer o diagnóstico correto. O médico em consulta deverá ser
muito minucioso e atento. Todas as queixas e sintomas deverão ser valorizados.
Se a
criança tem apresentado sintomas vagos e pouco expressivos, tais como: quietude
em alguns momentos, procura da cama ou do escuro ou mau aproveitamento escolar
é preciso ficar de olho. Mas o maior desafio para o diagnóstico é quando o
quadro se apresenta em uma idade onde a criança não consegue definir e nem
localizar sua dor: ela chora, ou coloca a mão na cabeça, ou procura colo
quietinha, para de correr e pular, sensibilidade aumentada a ruídos e odores.
A homeopatia nesse tratamento
Um estudo
recente, feito em 12 países e publicado The
Journal of Alternative and Complementary Medicine, com 158 crianças
de 5 a 15 anos, mostrou que a homeopatia pode ser eficaz para o tratamento da
enxaqueca nos pequenos. Quando falamos em homeopatia, o capítulo "Dor de
cabeça" possui 80 páginas e disponibiliza 273 medicamentos.
Tratar
homeopaticamente pacientes com a queixa de enxaqueca, mesmo com todos esses
medicamentos, torna a consulta mais clara e a regressão da dor se dá já no primeiro
retorno. Alopaticamente, o uso de analgésicos comuns é muitas vezes eficaz nas
crianças e, por vezes, constitui mesmo o único tratamento necessário para
reduzir as enxaquecas.
Diferença entre as abordagens
homeopática e alopática
A homeopatia tem
um detalhe que faz toda a diferença, a modalização dos sintomas, ou seja, sua
diferenciação. Os medicamentos diferenciam-se por uma riqueza em detalhes.
Existem opções diferentes de acordo com o tipo de dor. Cada tipo recebe um
cuidado diferente. Horário de aparecimento, de agravação e de melhora, posição, relação com
alimentação, estresse, ansiedade, se está ligada à véspera de viagem ou de
provas escolares ou momentos de vexação, localização (frontal, temporal,
occipício), sintomas que acompanham (náuseas, irritabilidade, soluço, diarreia).
Tudo isso é levado em consideração.
O estudo
do The Journal of Alternative
and Complementary Medicine demonstrou um significativo decréscimo
na frequência, gravidade e duração das crises de dor de cabeça, com consequente
redução da abstenção escolar.
Levantamento
estatístico realizado na Unidade de Homeopatia do Hospital do Servidos Público
Municipal de São Paulo demonstra que 67,2% dos casos de enxaqueca tiveram
regressão do quadro já no primeiro retorno, com tratamento homeopático. Outro
dado avaliado demonstra que a relação custo do tratamento homeopático versus
clássico é de 1 para 1,55, demonstrando menor custo, fato importante quando
falamos de tratamento a médio prazo. Por isso, o tratamento homeopático
também deve ser considerado uma opção quando pensamos em enxaqueca em
crianças.
Fonte:
Minha vida










